Coronavírus passa a ser o mais novo elemento de risco da Economia Global

O anúncio de aumento de 40% no número de infectados causaram temor na economia global, derrubando as Bolsas e os preços das commodities em todo o mundo ontem. No Brasil, o Ibovespa seguiu a tendencia de queda nos mercados da Europa e recuou 3,29%, a maior retração desde 27 de março de 2019. O índice, que havia batido recorde duas vezes na semana passada, fechou a 114,5 mil pontos. Em meio a uma onda de aversão ao risco, com os investidores procurando refúgio no dólar, a moeda americana subiu 0,60% e encerrou o dia cotada a R$ 4,2098 – o maior valor desde 2 de dezembro.

As grandes produtoras de commodities brasileiras – Vale, Petrobrás, Gerdau, CSN e Suzano – perdendo em um único dia R$ 42,343 bilhões em valor de mercado. As empresas de carne JBS, BRF, Marfrig e Minerva também sofreram, despencando R$ 8,072 bilhões.

O governo Chinês prolongou o feriado e suspendeu viagens turísticas em grupos. A expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) da China possa diminuir em 0,8 ponto porcentual neste primeiro semestre, segundo cálculos do banco dinamarquês Danske Bank. Em relatório, a instituição diz que a Província de Hubei, epicentro da doença, representa 4% da economia chinesa.

A epidemia de coronavírus vem deixando os investidores aflitos nas últimas semanas, e já fez o mercado mundial de ações perder US$ 1,5 trilhão. Entre as empresas mais afetadas, estão as exportadoras de commodities para os chineses. Só a Vale (VALE3) perdeu quase 11% de valor desde 20 de janeiro, quando a queda da Bolsa de Hong Kong disparou o alarme no mercado.